sábado, 6 de outubro de 2007

Não demorou muito

Após o STF fixar entendimento de que o mandato dos ocupantes de cargos eletivos do legislativo pertece aos partidos e não à pessoa do candidato, não demorou muito e já se tem as primeiras manifestações de deputados federais dispostos a apresentar projeto de lei com o fito de anistiar os seus colegas infiés que se acham na corda bamba. Será não sabem eles que um projeto desses já nasce debilitado por vício de incostitucionalidade? Nada que não se resolva por meio de PEC, o qual também não demorará muito a ser proposto. É só esperar pra ver. Ou alguém ainda duvida que os parlamentares brasileiros têm como única e exclusiva preocupação a autopromoção?

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Sputnik - lá se vão 50


Não poderia deixar de registrar os cinquenta anos do ponta-pé inicial de uma das mais instigantes e promissoras empreitadas já intentadas pelo engenho humano. Refiro-me ao início da exploração espacial, quando em 4 de outubro de 1957, exatamente às 22h20, hora de Moscou, foi lançado da base de Tyuratam no Cazaquistão, o primeiro satélite construído pelo homem posto em óbita da terra - o Sputnik. Àquela época niguém poderia prever quais as consequências que subreviriam do lançamento daquela pequena esfera metálica, não muito maior do que uma bola de basquetebol. Daí em diante o que sucedeu foi uma "corria pela conquista do espaço" entre a extinta União Soviética e o Estados Unidos, comparável aquela por "novos mundos" empreendida à época das grandes navegações do Séc. XVI. Hoje temos um conhecimento razoável da extensão e composição do Cosmos, com as constantes descobertas de novos planetas fora de nosso sistema solar, inclusivo alguns deles com possibilidade de possuirem condições adequadas ao surgimento e desenvolvimento da vida, nos moldes do que aconteceu na terra. Temos a Estação Espacial Internacional, que serve como laboratório orbital permanente a uma diversidade de experimentos da mais acentuada importância para o avanço de nosso conhecimento nos mais variados ramos do saber. O telescópio espacial Hubble, em homenagem ao astrônomo de mesmo nome, que tem si mostrado uma ferramenta utilíssima na sondagem da imensidão do universo. Envio de sondas a todos os recantos do sistema solar e para além dele, as últimas a Marte, com direito a exploração em solo e recepção de imagens espetaculares daquele planeta (http://marsrovers.jpl.nasa.gov/home/index.html) . Apesar da redução dos investimentos americanos em seu projeto espacial prevê-se uma viagem tripulada a Marte até 2030. Os chineses pretendem, a semelhança do que fizeram os americanos há 30 anos atrás, enviar uma missão tripulada à Lua. Mesmo tendo consciência de que ainda temos muito a avançar em nosso conhecimento do universo, nesse qüinqüagésimo aniversário da exploração do espaço pelo homem, devemos parar e refletir sobre a importância desse fato para o progresso e o sucesso da humanidade em sua incessante odisséia pela sobrevivência. Por fim, gostaria de indicar um ótimo filme sobre o tema: Céu de outubro, no qual podemos perceber o medo e as incetezas dos americanos ao presenciarem a passagem daquela pequena e brilhante bola metálica nos céus de sua própria pátria e o interresse e deslumbramento de um jovem que acabaria tendo a sua vida mudada para sempre pela ciência.

Leia mais sobre o tema em:
http://www.hq.nasa.gov/office/pao/History/sputnik/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sputnik
http://www.nytimes.com/partners/aol/special/sputnik/
http://www.uranometrianova.pro.br/historia/hda/0004/sputnik.htm


Invertendo os papéis

Em um país no qual os parlamentares somente têm interesse em legislar quando em causa própria e fazem vista grossa para todos os problemas - inúmeros - que demandam solução, não é de se estranhar o que acontece hoje, dia 4 de outubro.
O Supremo Tribunal Federal, fazendo às vezes de Congresso Nacional, decide acerca da fidelidade partidária dos ocupantes de cargos eletivos do legislativo, na falta de interesse do próprio legislativo, a nível federal, em tratar do tema.
Claro, isso não lhes é conveniente, ora pois.