De última hora foi aprovada a inclusão no relatório do IPCC (fórum intergonvernamental sobre mudanças climáticas da UNO) de um quadro proposto pelo governo brasileiro no qual são apresentadas várias regiões do mundo, notadamente as regiões amazônica e do semi-árido nordestino, que seriam afetadas pelas mudanças climáticas globais. Quinta-feira, 15 de novembro, em Valência, Espanha.
Segundo o quadro brasileiro incluído no relatório do IPCC, a região amazônica corre o sério risco de transforma-se em serrado e a o semi-árido nordestino, onde domina a vegetação de caatinga, em deserto.
O objetivo do governo brasileiro com tal medida é chamar ainda mais a atenção do mundo aos indesejáveis efeitos da mudança global de temperatura para os biomas brasileiros, ao passo que visa também garantir apoio à inclusão do país em eventuais programas anti-aquecimento elaborados pelas Nações Unidas, como o do seguro carbono, por exemplo.
Ponto fundamental do relatório é o que chama a atenção para a necessidade da diversificação da matriz energética mundial. Hodiernamente a maioria dos países têm nos combutíveis fósseis sua principal fonte energética, cerca de 60% de toda a energia consumida no planeta.
Dentre as alternativas apresentadas foi dada grande ênfase à nuclear que, apesar de controversa, sem dúvida não poderá deixar de ser considerada por países pobres em fontes energéticas, a exemplo do Japão.
A proposto brasileira, apesar de considerada como de meio-termo, representa avanço da posição do país em questões ambientais, haja vista sempre ter prevalecido a visão nortista quanto a estes assuntos.Visão esta que nem sempre representa a verdadeira realidade da região. É que, não obstante o maior volume de trabalhos científicos sobre a Amazônia constarem em português e espanhol, sempre acaba-se dando maior relevância aos redigidos em língua inglesa, razão pela qual a proposta brasileira teve dificuldades em sua aprovação, sob a alegação de escassez de dados sobre os impactos das mudanças climáticas na Amazônia.
domingo, 18 de novembro de 2007
Painel do Clima e o Brasil
sábado, 10 de novembro de 2007
Nuclear já!

O grande problema do sistema energético nacional é sua total dependência em relação a condições naturais, principalmente ao clima. Não consigo entender como o governo brasileiro ainda não se apercebeu disso. Sempre que há previsão de estiagem é um "deus nos acuda". Como forma de contornar esse problema resolveu-se contruir usinas termoelétricas movidas a gás e aí acabou-se por criar um novo. O Brasil depende do gás boliviano e, dessa forma, quando a coisa aperta o país fica totalmente refém da boa vontade do governo de Evo Morales, que de vez em quando resolve aprontar das suas.
A solução definitiva seria a construção de usinas nucleares. Atualmente a fonte de energia mais limpa existente e, ao contrário do passado, extremamente segura. Os resíduos, por muitos considerados como o seu principal inconveniente, quando adequadamente tratados e armazenados não oferecem risco algum. A construção de uma usina nuclear também é incomparavelmente mais barata e menos impactante, do ponto de vista ambiental, do que a de uma hidroelétrica que envolve bilhões em recursos financeiros, alagamento de vastas áreas agricultáveis ou de vegetação natural, deslocamento de grandes contingentes populacionais e conseqüentes indenizações, longos períodos de construção, dentre outros. Apesar de apresentar um custo de produção um pouco mais elevado do que a hidroelétrica, a energia nuclear compensa essa diferença, não só pelos baixos custos de implantação quando comparada àquela, mas também devido à independência que proporciona em relaçao a fatores naturais (como clima e reservas de combustíveis fósseis não renováveis, por exemplo).
Entretando, os governantes desse país insistem no erro ao buscar nas velhas saídas de antes a solução para a problemática energética nacional, como a construção de novas usinas hidroelétricas às custas de imensos volumes de recursos públicos e de incalculáveis e insanáveis danos ambientais.
Será que não há ninguém nesse governo que vislumbrace a energia nuclerar como a mais adequada à carência energética nacional? A experiência negativa das usinas Angra não deve ser levada em conta, face ao novo momento tecnólogico que vivemos (a corrupção sim, mas isso infelizmente é endêmico no Brasil).
Até quando o desenvolvimento nacional vai permanecer refém das forças da natureza, em quanto se despreza os avanços que permitiriam essa independência?
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Universidade Federal DO RIO GRANDE DO NORTE. Será?

Há muito tempo sou um crítico ferrenho da posição antidemocrática que a UFRN, como instituição federal, mantém em relaçao à população do interior do Estado. Não existe de sua parte qualquer política no sentido de facilitar o acesso daquele contigente marginalizado aos benefícios da educação de nível superior por ela ofertada, já que a referida instituição mantem seu campo de atuação quase que unicamente circunscrito à capital. É flagrante o descaso e a indiferença da Universidade Federal do Rio Grande do Norte para com o restante do Estado.
Lembro-me de quando prestei vestibular para aquela Universidade nos idos anos de 1999. Naquele tempo, e até bem recentemente, a única opção disponível para os estudantes do interior que desejassem concorrer a uma vaga naquele centro universitário era a inscrição através dos correios. Até mesmo o cartão de inscrição, item indespensável quando da realização das provas, deveria ser pego pelo aluno pessoalmente (talvez também por procurador devidamente habilitado) em Natal. As provas, de igual modo, somente eram realizadas na capital.
Agora imaginem os senhores quão grande não era a dificuldade para um aluno pobre que residisse, por exemplo, no município de São Miguel, localizado na região do alto oeste do Estado, distante quase 500 km da capital, que pretendesse uma vaga em um dos seus cursos. Imagine a dificuldade financeira de uma pessoa nestas condições em custear não somente uma viagem para a realização das provas (o que já seria por demais dispendioso devido a necessidade de hospedagem durante quatro dias), mas também uma segunda, com o único e exclusivo objetivo de pegar o cartão de incrição. Além disso ainda havia a necessidade de pagamento da taxa de inscrição cujo valor era exorbitantemente alto, 80,00 R$ à época, para quem não conseguisse o benefício da isenção.
Já nesse tempo a ESAM (atual UFERSA - Universidade Federal Rural do Semi-árido), que tem seu campus em Mossoró, não somente mantinha postos de inscrição em Natal e em Fortaleza, como também realizava as provas naquelas cidades, facilitando bastante a vida dos estudantes daqueles centros. A Universidade do Estado (UERN), com campus central também em Mossoró, procedia de forma semelhante, realizando a inscrição e a aplicaçao das provas em várias regiões do Estado por onde tem espalhados diversos capi e núcleos.
Somente há pouco mais de um ano é que a UFRN passou a realizar as provas de seu concurso vestibular também em Mossoró, o que eu não poderia deixar de considerar como um grande avanço, dado o tratamento normalmente dispensado por aquela instituição as demais pupulações do Estado. Todavia, parece-me que tal fato se deu tão somente como uma reação ao atual processo de expansão da UERN - inclusive para a própria capital onde em seu campus são ofertados diversos cursos como Direito, Turismo, Ciência da Computação, dentre outros.
Agora mesmo é muito fácil perceber-se a forma de tratamento dispensada pela UFRN ao restante do Estado. Baste compararmos o comportamento da recém-criada UFERSA com o da referida instituição. A UFERSA com pouco mais de dois anos de criação (transformação em universidade) já elaborou projeto de expansão que lhe possibilitará levar o acesso ao conhecimento e a possibilidade de melhores dias oportunizados pela educação às populações de quase todas as regiões do Estado e até mesmo a regiões do vinzinho estado do Ceará, coisa que a UFRN nem chegou perto de fazer em seus quase 50 anos de existência.
Como dito anteriormente, diferente de outras Instituições federais de Ensino (de outros Estados), as atividades da UFRN concentram-se quase exclusivamente na capital. Para não dizer exclusivamente, a instituição mantem estaguinados dois campi no interir. Um no município de Caicó, onde são ofertados cinco cursos, e outro na cidade de Currais Novos, com dois cursos. As cidades são vizinhas tendo sua localização na região do Seridó - no restante do Estado não há sinal algum da instituição.
Ultimamente me chamou a atenção o novo locotipo da Universidade (imagem acima) na qual a palavra FEDERAL é destacada de forma chamativa. Para alguém menos avisado a intensão por detrás desse pequeno detalhe passaria despercebida. Na verdade o objetivo é chamar a atensão para a diferença entre as siglas da instituição "UFRN" e da Universidade Estadual "UERN". Bastante parecidas, as siglas poderiam confundir o leito. Em outro contexto pareceria algo insignificante, mas, dada a maneira com a qual a Universidade Federal tem, durante toda a sua história, tratado a população do restante do Estado, tal detalhe soa discriminatório.
Dessa forma, acho injusto atribuir à referida instituição o genitivo "do Rio Grande do Note". A menos que o Estado se resuma à capital, o que de fato não está muito distante da realidade no que pertine a investimentos governamentais.
Lembro-me de quando prestei vestibular para aquela Universidade nos idos anos de 1999. Naquele tempo, e até bem recentemente, a única opção disponível para os estudantes do interior que desejassem concorrer a uma vaga naquele centro universitário era a inscrição através dos correios. Até mesmo o cartão de inscrição, item indespensável quando da realização das provas, deveria ser pego pelo aluno pessoalmente (talvez também por procurador devidamente habilitado) em Natal. As provas, de igual modo, somente eram realizadas na capital.
Agora imaginem os senhores quão grande não era a dificuldade para um aluno pobre que residisse, por exemplo, no município de São Miguel, localizado na região do alto oeste do Estado, distante quase 500 km da capital, que pretendesse uma vaga em um dos seus cursos. Imagine a dificuldade financeira de uma pessoa nestas condições em custear não somente uma viagem para a realização das provas (o que já seria por demais dispendioso devido a necessidade de hospedagem durante quatro dias), mas também uma segunda, com o único e exclusivo objetivo de pegar o cartão de incrição. Além disso ainda havia a necessidade de pagamento da taxa de inscrição cujo valor era exorbitantemente alto, 80,00 R$ à época, para quem não conseguisse o benefício da isenção.
Já nesse tempo a ESAM (atual UFERSA - Universidade Federal Rural do Semi-árido), que tem seu campus em Mossoró, não somente mantinha postos de inscrição em Natal e em Fortaleza, como também realizava as provas naquelas cidades, facilitando bastante a vida dos estudantes daqueles centros. A Universidade do Estado (UERN), com campus central também em Mossoró, procedia de forma semelhante, realizando a inscrição e a aplicaçao das provas em várias regiões do Estado por onde tem espalhados diversos capi e núcleos.
Somente há pouco mais de um ano é que a UFRN passou a realizar as provas de seu concurso vestibular também em Mossoró, o que eu não poderia deixar de considerar como um grande avanço, dado o tratamento normalmente dispensado por aquela instituição as demais pupulações do Estado. Todavia, parece-me que tal fato se deu tão somente como uma reação ao atual processo de expansão da UERN - inclusive para a própria capital onde em seu campus são ofertados diversos cursos como Direito, Turismo, Ciência da Computação, dentre outros.
Agora mesmo é muito fácil perceber-se a forma de tratamento dispensada pela UFRN ao restante do Estado. Baste compararmos o comportamento da recém-criada UFERSA com o da referida instituição. A UFERSA com pouco mais de dois anos de criação (transformação em universidade) já elaborou projeto de expansão que lhe possibilitará levar o acesso ao conhecimento e a possibilidade de melhores dias oportunizados pela educação às populações de quase todas as regiões do Estado e até mesmo a regiões do vinzinho estado do Ceará, coisa que a UFRN nem chegou perto de fazer em seus quase 50 anos de existência.
Como dito anteriormente, diferente de outras Instituições federais de Ensino (de outros Estados), as atividades da UFRN concentram-se quase exclusivamente na capital. Para não dizer exclusivamente, a instituição mantem estaguinados dois campi no interir. Um no município de Caicó, onde são ofertados cinco cursos, e outro na cidade de Currais Novos, com dois cursos. As cidades são vizinhas tendo sua localização na região do Seridó - no restante do Estado não há sinal algum da instituição.
Ultimamente me chamou a atenção o novo locotipo da Universidade (imagem acima) na qual a palavra FEDERAL é destacada de forma chamativa. Para alguém menos avisado a intensão por detrás desse pequeno detalhe passaria despercebida. Na verdade o objetivo é chamar a atensão para a diferença entre as siglas da instituição "UFRN" e da Universidade Estadual "UERN". Bastante parecidas, as siglas poderiam confundir o leito. Em outro contexto pareceria algo insignificante, mas, dada a maneira com a qual a Universidade Federal tem, durante toda a sua história, tratado a população do restante do Estado, tal detalhe soa discriminatório.
Dessa forma, acho injusto atribuir à referida instituição o genitivo "do Rio Grande do Note". A menos que o Estado se resuma à capital, o que de fato não está muito distante da realidade no que pertine a investimentos governamentais.
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