sábado, 10 de novembro de 2007

Nuclear já!


O grande problema do sistema energético nacional é sua total dependência em relação a condições naturais, principalmente ao clima. Não consigo entender como o governo brasileiro ainda não se apercebeu disso. Sempre que há previsão de estiagem é um "deus nos acuda". Como forma de contornar esse problema resolveu-se contruir usinas termoelétricas movidas a gás e aí acabou-se por criar um novo. O Brasil depende do gás boliviano e, dessa forma, quando a coisa aperta o país fica totalmente refém da boa vontade do governo de Evo Morales, que de vez em quando resolve aprontar das suas.

A solução definitiva seria a construção de usinas nucleares. Atualmente a fonte de energia mais limpa existente e, ao contrário do passado, extremamente segura. Os resíduos, por muitos considerados como o seu principal inconveniente, quando adequadamente tratados e armazenados não oferecem risco algum. A construção de uma usina nuclear também é incomparavelmente mais barata e menos impactante, do ponto de vista ambiental, do que a de uma hidroelétrica que envolve bilhões em recursos financeiros, alagamento de vastas áreas agricultáveis ou de vegetação natural, deslocamento de grandes contingentes populacionais e conseqüentes indenizações, longos períodos de construção, dentre outros. Apesar de apresentar um custo de produção um pouco mais elevado do que a hidroelétrica, a energia nuclear compensa essa diferença, não só pelos baixos custos de implantação quando comparada àquela, mas também devido à independência que proporciona em relaçao a fatores naturais (como clima e reservas de combustíveis fósseis não renováveis, por exemplo).

Entretando, os governantes desse país insistem no erro ao buscar nas velhas saídas de antes a solução para a problemática energética nacional, como a construção de novas usinas hidroelétricas às custas de imensos volumes de recursos públicos e de incalculáveis e insanáveis danos ambientais.

Será que não há ninguém nesse governo que vislumbrace a energia nuclerar como a mais adequada à carência energética nacional? A experiência negativa das usinas Angra não deve ser levada em conta, face ao novo momento tecnólogico que vivemos (a corrupção sim, mas isso infelizmente é endêmico no Brasil).

Até quando o desenvolvimento nacional vai permanecer refém das forças da natureza, em quanto se despreza os avanços que permitiriam essa independência?

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