
Há muito tempo sou um crítico ferrenho da posição antidemocrática que a UFRN, como instituição federal, mantém em relaçao à população do interior do Estado. Não existe de sua parte qualquer política no sentido de facilitar o acesso daquele contigente marginalizado aos benefícios da educação de nível superior por ela ofertada, já que a referida instituição mantem seu campo de atuação quase que unicamente circunscrito à capital. É flagrante o descaso e a indiferença da Universidade Federal do Rio Grande do Norte para com o restante do Estado.
Lembro-me de quando prestei vestibular para aquela Universidade nos idos anos de 1999. Naquele tempo, e até bem recentemente, a única opção disponível para os estudantes do interior que desejassem concorrer a uma vaga naquele centro universitário era a inscrição através dos correios. Até mesmo o cartão de inscrição, item indespensável quando da realização das provas, deveria ser pego pelo aluno pessoalmente (talvez também por procurador devidamente habilitado) em Natal. As provas, de igual modo, somente eram realizadas na capital.
Agora imaginem os senhores quão grande não era a dificuldade para um aluno pobre que residisse, por exemplo, no município de São Miguel, localizado na região do alto oeste do Estado, distante quase 500 km da capital, que pretendesse uma vaga em um dos seus cursos. Imagine a dificuldade financeira de uma pessoa nestas condições em custear não somente uma viagem para a realização das provas (o que já seria por demais dispendioso devido a necessidade de hospedagem durante quatro dias), mas também uma segunda, com o único e exclusivo objetivo de pegar o cartão de incrição. Além disso ainda havia a necessidade de pagamento da taxa de inscrição cujo valor era exorbitantemente alto, 80,00 R$ à época, para quem não conseguisse o benefício da isenção.
Já nesse tempo a ESAM (atual UFERSA - Universidade Federal Rural do Semi-árido), que tem seu campus em Mossoró, não somente mantinha postos de inscrição em Natal e em Fortaleza, como também realizava as provas naquelas cidades, facilitando bastante a vida dos estudantes daqueles centros. A Universidade do Estado (UERN), com campus central também em Mossoró, procedia de forma semelhante, realizando a inscrição e a aplicaçao das provas em várias regiões do Estado por onde tem espalhados diversos capi e núcleos.
Somente há pouco mais de um ano é que a UFRN passou a realizar as provas de seu concurso vestibular também em Mossoró, o que eu não poderia deixar de considerar como um grande avanço, dado o tratamento normalmente dispensado por aquela instituição as demais pupulações do Estado. Todavia, parece-me que tal fato se deu tão somente como uma reação ao atual processo de expansão da UERN - inclusive para a própria capital onde em seu campus são ofertados diversos cursos como Direito, Turismo, Ciência da Computação, dentre outros.
Agora mesmo é muito fácil perceber-se a forma de tratamento dispensada pela UFRN ao restante do Estado. Baste compararmos o comportamento da recém-criada UFERSA com o da referida instituição. A UFERSA com pouco mais de dois anos de criação (transformação em universidade) já elaborou projeto de expansão que lhe possibilitará levar o acesso ao conhecimento e a possibilidade de melhores dias oportunizados pela educação às populações de quase todas as regiões do Estado e até mesmo a regiões do vinzinho estado do Ceará, coisa que a UFRN nem chegou perto de fazer em seus quase 50 anos de existência.
Como dito anteriormente, diferente de outras Instituições federais de Ensino (de outros Estados), as atividades da UFRN concentram-se quase exclusivamente na capital. Para não dizer exclusivamente, a instituição mantem estaguinados dois campi no interir. Um no município de Caicó, onde são ofertados cinco cursos, e outro na cidade de Currais Novos, com dois cursos. As cidades são vizinhas tendo sua localização na região do Seridó - no restante do Estado não há sinal algum da instituição.
Ultimamente me chamou a atenção o novo locotipo da Universidade (imagem acima) na qual a palavra FEDERAL é destacada de forma chamativa. Para alguém menos avisado a intensão por detrás desse pequeno detalhe passaria despercebida. Na verdade o objetivo é chamar a atensão para a diferença entre as siglas da instituição "UFRN" e da Universidade Estadual "UERN". Bastante parecidas, as siglas poderiam confundir o leito. Em outro contexto pareceria algo insignificante, mas, dada a maneira com a qual a Universidade Federal tem, durante toda a sua história, tratado a população do restante do Estado, tal detalhe soa discriminatório.
Dessa forma, acho injusto atribuir à referida instituição o genitivo "do Rio Grande do Note". A menos que o Estado se resuma à capital, o que de fato não está muito distante da realidade no que pertine a investimentos governamentais.
Lembro-me de quando prestei vestibular para aquela Universidade nos idos anos de 1999. Naquele tempo, e até bem recentemente, a única opção disponível para os estudantes do interior que desejassem concorrer a uma vaga naquele centro universitário era a inscrição através dos correios. Até mesmo o cartão de inscrição, item indespensável quando da realização das provas, deveria ser pego pelo aluno pessoalmente (talvez também por procurador devidamente habilitado) em Natal. As provas, de igual modo, somente eram realizadas na capital.
Agora imaginem os senhores quão grande não era a dificuldade para um aluno pobre que residisse, por exemplo, no município de São Miguel, localizado na região do alto oeste do Estado, distante quase 500 km da capital, que pretendesse uma vaga em um dos seus cursos. Imagine a dificuldade financeira de uma pessoa nestas condições em custear não somente uma viagem para a realização das provas (o que já seria por demais dispendioso devido a necessidade de hospedagem durante quatro dias), mas também uma segunda, com o único e exclusivo objetivo de pegar o cartão de incrição. Além disso ainda havia a necessidade de pagamento da taxa de inscrição cujo valor era exorbitantemente alto, 80,00 R$ à época, para quem não conseguisse o benefício da isenção.
Já nesse tempo a ESAM (atual UFERSA - Universidade Federal Rural do Semi-árido), que tem seu campus em Mossoró, não somente mantinha postos de inscrição em Natal e em Fortaleza, como também realizava as provas naquelas cidades, facilitando bastante a vida dos estudantes daqueles centros. A Universidade do Estado (UERN), com campus central também em Mossoró, procedia de forma semelhante, realizando a inscrição e a aplicaçao das provas em várias regiões do Estado por onde tem espalhados diversos capi e núcleos.
Somente há pouco mais de um ano é que a UFRN passou a realizar as provas de seu concurso vestibular também em Mossoró, o que eu não poderia deixar de considerar como um grande avanço, dado o tratamento normalmente dispensado por aquela instituição as demais pupulações do Estado. Todavia, parece-me que tal fato se deu tão somente como uma reação ao atual processo de expansão da UERN - inclusive para a própria capital onde em seu campus são ofertados diversos cursos como Direito, Turismo, Ciência da Computação, dentre outros.
Agora mesmo é muito fácil perceber-se a forma de tratamento dispensada pela UFRN ao restante do Estado. Baste compararmos o comportamento da recém-criada UFERSA com o da referida instituição. A UFERSA com pouco mais de dois anos de criação (transformação em universidade) já elaborou projeto de expansão que lhe possibilitará levar o acesso ao conhecimento e a possibilidade de melhores dias oportunizados pela educação às populações de quase todas as regiões do Estado e até mesmo a regiões do vinzinho estado do Ceará, coisa que a UFRN nem chegou perto de fazer em seus quase 50 anos de existência.
Como dito anteriormente, diferente de outras Instituições federais de Ensino (de outros Estados), as atividades da UFRN concentram-se quase exclusivamente na capital. Para não dizer exclusivamente, a instituição mantem estaguinados dois campi no interir. Um no município de Caicó, onde são ofertados cinco cursos, e outro na cidade de Currais Novos, com dois cursos. As cidades são vizinhas tendo sua localização na região do Seridó - no restante do Estado não há sinal algum da instituição.
Ultimamente me chamou a atenção o novo locotipo da Universidade (imagem acima) na qual a palavra FEDERAL é destacada de forma chamativa. Para alguém menos avisado a intensão por detrás desse pequeno detalhe passaria despercebida. Na verdade o objetivo é chamar a atensão para a diferença entre as siglas da instituição "UFRN" e da Universidade Estadual "UERN". Bastante parecidas, as siglas poderiam confundir o leito. Em outro contexto pareceria algo insignificante, mas, dada a maneira com a qual a Universidade Federal tem, durante toda a sua história, tratado a população do restante do Estado, tal detalhe soa discriminatório.
Dessa forma, acho injusto atribuir à referida instituição o genitivo "do Rio Grande do Note". A menos que o Estado se resuma à capital, o que de fato não está muito distante da realidade no que pertine a investimentos governamentais.

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